Author:Tatiana Maffini

O que mais revolta é saber que somos diferentes.

Não, não são diferenças de pensamentos, atitudes e sentimentos, isso é normal claro. Digo que somos diferentes pelo modo que somos tratados. Se você não tem condições financeiras e não conhece alguém que conhece alguém, você por tantas vezes perece.

Eu paguei caro para perceber isso.

A Helena pagou um preço indescritível, a própria vida.

 

A minha dor. É assim que chamo o que sinto dentro de mim cada dia do amanhecer ao anoitecer. Quando te perdi filha, meu coração secou. Olhei ali, dentro de mim e vi somente uma rocha. Dura…seca…morta…
Desde aquele dia jamais tive vontade ou coragem de toca-la. 

Ontem quando fui ao projeto margarida, aqui em Gravataí. Enquanto por mais uma vez  exibia reportagens, fotos, documentos e relatava brevemente como perdi a Helena, uma mãe de Anjo e todas as outras mães olhavam buscando algum sentimento em mim. Em cada olhar percebi uma certa indignação, ao me ver parada ali, falando da morte de minha filha sem que esboçasse um sentimento de saudade. (igual ocorreu na FEARG)

Graças a cada pensamento positivo (eu acredito!) deu tudo certo hoje pela manhã. A reunião com o promotor foi muito produtiva, ele vai cobrar explicações da cidade e do estado sobre a falta de leitos. Já com a Flávia Rott na reunião de reativação do...

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