Diário da mamãe

    Há uma árvore seca quase sem vida, em um lugar cinza e triste. Nela surge uma trepadeira linda, brotando forte e calma, se enrolando pacientemente naqueles galhos mortos, junto com ela brotavam lindas flores, e ao redor delas enormes borboletas multicoloridas. No horizonte brilhava as mais belas cores de...

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Abracei-te. Inúmeras vezes. Desde sempre. Desde que lembro. Te abracei em alma. Em coração. Proteção. Era o que mais deseja te proporcionar. Quando te idealizei senti minha alma te abraçar. Te envolver e te dar as boas-vindas, enquanto meus olhos viam o pulsar do teu coração ainda minúsculo....

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O que mais revolta é saber que somos diferentes.

Não, não são diferenças de pensamentos, atitudes e sentimentos, isso é normal claro. Digo que somos diferentes pelo modo que somos tratados. Se você não tem condições financeiras e não conhece alguém que conhece alguém, você por tantas vezes perece.

Eu paguei caro para perceber isso.

A Helena pagou um preço indescritível, a própria vida.

 

A minha dor. É assim que chamo o que sinto dentro de mim cada dia do amanhecer ao anoitecer. Quando te perdi filha, meu coração secou. Olhei ali, dentro de mim e vi somente uma rocha. Dura…seca…morta…
Desde aquele dia jamais tive vontade ou coragem de toca-la. 

Ontem quando fui ao projeto margarida, aqui em Gravataí. Enquanto por mais uma vez  exibia reportagens, fotos, documentos e relatava brevemente como perdi a Helena, uma mãe de Anjo e todas as outras mães olhavam buscando algum sentimento em mim. Em cada olhar percebi uma certa indignação, ao me ver parada ali, falando da morte de minha filha sem que esboçasse um sentimento de saudade. (igual ocorreu na FEARG)