HELENA

A Luz de Helena

Para falar de Helena, antes preciso falar do maior adjetivo que a acompanhou e ainda a acompanha: o amor!
E é a partir do nascimento do amor por Helena que começarei essa narrativa.
Antes do nascer do corpo, Helena nasceu na alma de sua mãe, no amor indestrutível entre elas que é a maior herança, o legado que essa linda estrela deixou. Antes mesmo de se verem, o amor entre elas protegia e encantava, nutria corpo, alma e sonhos, interligava-se com o futuro e a ansiedade do toque aumentava a cada dia.
Então Helena se fez presente, e que presença!
Uma menina tão delicada, tão pequenina, mas com uma personalidade tão latente, tão grandiosa, que encanta a todos até hoje por sua história de vida e luta. Helena, um bebê que conheceu o mundo e o explorou mais do que muitas pessoas, ouvia os barulhos e distinguia as vozes dos pais, sentia o toque da pele da mãe ao se aconchegar no seio materno, sentia as cores que ainda misturadas, eram devoradas por seus olhinhos ávidos por conhecer o mundo, suas mãos procuravam, exploravam, tocavam, sentiam. Helena teve uma existência intensa, imersa em um mundo de novidades, pois parecia saber não ter tempo de conhecer.
Em apenas 17 dias ela se despediria do mundo, de sua vida, de sua mãe; tão delicada, tão pequenina, lutou por sua vida durante 12 horas. Chamava pela segurança do colo da mãe, pela proteção de seu pai, mas tudo foi em vão… Helena perdeu a luta contra o tempo, contra o descaso e o sonho transformou-se em pesadelo, o futuro imaginado para sempre fora interrompido. Mas ela havia modificado algo dentro dos pais, havia plantado o amor, e este nem a barreira da morte pode romper e é baseado nele, guiada pela luz da existência de Helena que todo este trabalho se tornou real.

O diário da mamãe

“Apesar de tudo o que Helena representa em minha vida, em minha história, ela não deixou vestígios, não haverá filhos ou netos para contar seus feitos, para lembrar de sua existência. Toda a sua história está apenas em minhas lembranças, por isso escrevo, sinto como se não o fizer, sua presença desaparecerá, conto sua história para que assim de alguma forma ela permaneça viva. ”
Tatiana Maffini

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