MÃES DE ANJO

Mães de Anjo

Amor de mãe não morre, só muda de atmosfera! Ruy Barbosa
Quando nasce um filho, nasce também uma mãe! Mas e quando este parte a deixando para trás? Nesta infelicidade muitas mulheres veem sua realidade e sem ajuda ou orientação se perdem, não conseguem se encaixar na nova realidade, agora sem o filho. No Brasil a morte, em especial de um filho, é um assunto que em geral causa silencio e falta de compreensão. A mãe não entende seus sentimentos e os que a cercam na maioria das vezes querem ajudar, mas não tem conhecimento de como fazer isso de forma correta. Não podemos mudar o fato desta tragédia atingir muitas mulheres, mas podemos tornar menos penoso o processo doloroso e sofrido que é o luto, por meio da informação e orientação queremos ajudar milhares de mães que sofrem caladas e reprimem o amor a seu filho em uma sociedade que não a compreende.
O nome M E DE ANJO veio da ideia que ela não perdeu a maternidade junto ao filho e do conforto proporcionado em imaginar o divino junto a ele, em paz, com lindas asas no céu.

Exposição fotográfica "Mães de Anjo"

Convidadas pelas Ong Amada Helena, seis mães aceitaram o desafio de mostrar sua dor sem pudor, com o objetivo de impactar a sociedade trazendo ao debate o abandono emocional que tantas mulheres sofrem após a perda de um filho. Sem referências mundiais de trabalho similar, a fotografa Daniela Battastini conseguiu traduzir fielmente o sentimento não somente de perda e sim do amor maternal que faz sobreviver a um filho um desafio diário para cada mãe que passa por essa tragédia.
Visitou pontos como Shopping de Gravataí, aeroporto internacional Salgado Filho, Usina do Gasômetro, Cerimonial Memorial da Colina e Cemitério João 23 entre outros.

1ª edição: Um mundo em preto e branco

Com o objetivo de impactar a sociedade trazendo ao debate o abandono emocional que tantas mulheres sofrem após a perda de um filho. Sem referências mundiais de trabalho similar, a fotografa Daniela Battastini conseguiu traduzir fielmente o sentimento não somente de perda e sim do amor maternal que faz sobreviver a um filho um desafio diário para cada mãe que passa por essa tragédia. Visitou pontos como Shopping de Gravataí, aeroporto internacional Salgado Filho, Usina do Gasômetro, Cerimonial Memorial da Colina e Cemitério João 23 entre outros. Visitou cidades da região metropolitana: Porto Alegre, Gravataí, Novo Hamburgo, Viamão, Portão e também a cidade de São Luíz Gonzaga, no interior.
Com o sucesso, criou vida própria e a necessidade de uma continuação!

2ª edição: A prisão dos sentimentos

Contando com o talento de Daniela Batasttini junto ao olhar artístico de Heloísa Medeiros, seis mães de Anjo toparam o novo desafio de demostrar através das lentes todos os sentimentos que habitam dentro da alma de uma mulher que perde um pedaço de si mesmo. São imagens Fine Art, onde a fotógrafa consegue captar fragmentos de memórias e emoções à flor da pele.
Surgiu ainda o convite feito por Roseli Sadi, representante do Brasil na ONU Mulher, para sensibilizar pessoas ao redor do mundo, iniciando em Nova Iorque.

Dia das Mães de Anjo

Um dia para as mães celebrarem o amor aos filhos que partiram bem como aprenderem um pouco a respeito do processo do luto e quão importante é em sua recuperação. Criado pelo vácuo sentido por muitas em comemorar o dia das mães já que mesmo o sendo, muitas não tinham mais o filho ao seu lado.
No ano de 2015 realizou-se a nível municipal e contou com a presença das psicólogas Dra. Adriana Thomaz e Dra. Karina Polido, ambas especialistas em terapia do luto materno, além de integrantes da Ong “Para sempre cinderela”, Associação de vítimas da tragédia da boate Kiss, movimento “Mãezinhas Unidas”, MUG, Coral Nossa Senhora dos Anjos entre outros. Está no calendário oficial da cidade de Gravataí RS sobre a lei 3504\2015 e é celebrado sempre no último domingo de maio.
No ano de 2016, alcançamos nível estadual, quando o evento foi realizado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Com a presença da Dra. Maria Helena Franco de São Paulo e maior autoridade sobre o assunto luto no Brasil; da Dra. Karina Polido de Porto Alegre, da Dra. Franciele Sassi de Bento Gonçalves e Dra. Teresa Gouvea de São Paulo. Para homenagear os Anjos, o cantor Mauro Kupim interpretou as canções “Tears in heaven” e “Borrowed Angels”, e houve ainda a apresentação do coral Nossa Senhora dos Anjos – de Gravataí – que mais uma vez emocionou todos os presentes.

Reviver

Reuniões mensais dividas por temas, com o objetivo de que cada mãe presente sinta-se em um ambiente acolhedor para expressar suas dúvidas e sentimentos assim como entende-los. Chamado de reviver pelo sentido de que todas as mães dizem morrer junto do filho, essa proposta vem não para tentar modificar o passado e sim para auxiliar a mãe a se reencontrar, se modificar, como um cego que reaprende a viver em sua nova condição. Conta com a orientação e coordenação Dra. Karina Polido especialista em terapia do luto, em Porto Alegre e da Dra. Paula Morais em São Luiz Gonzaga.

Projeto de lei

Diante da realidade de muitas mulheres, há a necessidade de discussão para implantação de políticas públicas para o luto, pois a maioria não tem condição de procurar ajuda especializada.
Com esse intuito, apresentamos em Brasília em outubro de 2016 para a Deputada Federal Keiko Otta, o projeto de lei de humanização do luto materno, com diretrizes para o atendimento para com as mães em luto na rede de saúde pública, assim como cria o fórum anual para debate do tema e viabiliza a confecção anual da cartilha de orientação do luto materno. Acarretando uma audiência pública explanando o tema junto aos deputados em dezembro. Em Gravataí o vereador Dimas Costa, a pedido da Ong Amada Helena propôs a votação do projeto de lei aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito Marco Alba, que constituiu o “Dia das mães de Anjo” na cidade, lei número: 3504/2014.

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Idealizada com a autonomia e criatividade dos integrantes desta instituição, tem como objetivo impactar a sociedade, estimulando a população a refletir sobre a difícil realidade de viver sem um filho assim como desfazer o pensamento coletivo que depois de perde-se a vida, nada mais a ser feito, há sim! Confeccionadas na forma de cartazes que levam fotos da exposição “Mães de Anjo” 2015 incentiva a busca por conhecimento sobre o luto e sobre qual melhor maneira de apoiar estas mães.

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