POR MAIS VIDAS A SALVO

Campanha Nacional por mais leitos em UTI neonatal

Todos os anos milhares de pessoas realizam o sonho de se tornarem pais, este é sem dúvida um dos momentos mais mágicos e transformadores da vida. Infelizmente nem sempre os bebês nascem saudáveis, problemas na gestação, no parto ou nos primeiros dias de vida são uma triste realidade. Quando essa adversidade acontece, os minutos são preciosos e a transferência do bebê para um leito de uti neonatal tem que ser imediata, é lá que existem equipamentos e profissionais capacitados para salvar a vida desse tão frágil ser. É em meio ao turbilhão de emoções de ver um filho em risco de vida, que a maioria dos pais toma conhecimento da escassez de UTIs neonatais no país. Não raro, buscam apoio judicial para lhes garantir o direito a um leito, ás vezes a demora nesse procedimento causa danos irreversíveis e destrói muitas famílias. Pensando nisso, realizamos um trabalho de conscientização desse lamentável fato, bem como orientação aos pais que necessitam por seu filho em uma uti neo além de reivindicar do poder público uma melhora da situação.

Quantitativo de leitos

Segundo o departamento científico de neonatologia da Sociedade brasileira de pediatria, o quantitativo de leitos de UTI neonatal deverá obedecer à proporção de no mínimo 4 leitos disponibilizados para cada mil nascidos vivos. Entende-se que há uma adequação desse número de leitos à necessidade atual da população brasileira e que isso deverá ser providenciado somente à longo prazo. Na portaria Nº930, de maio de 2012, o então Ministro da saúde Alexandre Padilha define as diretrizes de habilitação de leitos de UTI neonatal no âmbito do SUS e no cap. II, Art 7º: “O número de leitos de UTI neonatal atenderá ao seguinte parâmetro de necessidade populacional para cada mil nascidos vivos poderão ser contratados: 2 leitos de UTIN (Unidade de terapia intensiva neonatal); 2 leitos de UCICo (Unidade de cuidado intermediário convencional); 1 leito de UCINca (Unidade de cuidado intermediário neonatal canguru). É de conhecimento do Ministério da Saúde que existem deficiências no DataSUS, o sistema de informações que colhe dados e forma as estatísticas que são apresentadas ao governo.
No RS foram 141.350 nascidos vivos no ano de 2013*, hoje o estado conta com 517 leitos de UTI neonatal sendo 340 pelo SUS**.
*fonte Datasus
**Fonte SES/RS

Petição

Lançada no meio virtual com o propósito de entregar em mãos do presidente em exercício chamando a atenção e demostrando a insatisfação de muitos com o problema da falta de leitos de UTI neonatal em todo o país. Impressa, se tornou um abaixo assinado que é divulgado em feiras, passeatas e atualmente conta com mais de 18 mil assinaturas.

Conselho de saúde municipal

Desde 2013, a Ong Amada Helena faz parte do conselho de saúde municipal de Gravataí. Cidade de quase 300 mil habitantes, com a 5° economia do estado que teve no ano de 2013, 3.590 nascidos vivos. Mesmo assim não conta com nenhum leito de UTI neonatal e muitos pais e mães são levados a procurar hospitais de Porto Alegre que contam com o serviço. A falta desses leitos já é realidade a mais de 16 anos e de conhecimento de várias esferas como conselheiros tutelares, enfermeiros, pediatras, vereadores entre outros. Na voz de Altair Machado, representante da instituição junto ao conselho, esta luta cria força* e para um futuro próximo esperamos que nenhuma gestante tenha que se deslocar de sua cidade por não haver suporte para um parto seguro.
*A conselheira tutela Lidiângela Maia afirmou que o número de liminares de compra de leitos realizadas por ela teve uma diminuição significativa desde que trouxemos o assunto tona.

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