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Julho
Âmbar

Julho, mês dos pais enlutados
Segundo dados do DATASUS, entre os anos 2015 e 2020 o número total de óbitos fetais no Brasil foi de 182.612 casos, podendo ser este número maior se considerarmos as subnotificações. Aqui ainda não inserimos dados da violência que somente em 2018, tirou a vida de 30.873 jovens de acordo com o fórum brasileiro de segurança pública. Apesar de pouco repercutida, a realidade do luto parental exerce impacto importante sobre as famílias e a sociedade em geral. O acolhimento imaginado como correto não é uma conduta simples e demanda ações conjuntas entre sociedade, Estado, profissionais e instituições que se debruçam sobre o assunto.
Perder um filho é uma tragédia não apenas para pais e familiares, mas para a sociedade como um todo, pois a morte de alguém tão amado tem consequências duradouras e com reflexos em todas as atividades que os enlutados exercem. Oferecer suporte e solidariedade a pessoas nessa situação, portanto, é, além de ajudá-las a enfrentar a dor da perda, auxiliá-las também em sua reinserção no dia a dia comunitário, com melhoria da qualidade de vida, trabalho e convívio social.
Neste contexto, é importante consolidar um espaço/tempo de conscientização social, construção de conhecimento e compartilhamento de conteúdos e experiências, resultando no desenvolvimento progressivo da qualidade do acolhimento e garantia de direito das famílias enlutadas, bem como sobre as demais variantes relacionadas ao luto parental.

10 FATOS SOBRE O LUTO PARENTAL

CONSIDERANDO AS PESQUISAS…

As ofertas de cuidado aos enlutados, necessárias para alcançar a recuperação, são:

Informação

Para que sejam capazes de ajudar a si mesmos;

Reconhecimento

De emoções, sentimentos e comportamentos esperados no processo;

Validação

Ofertando espaços para que sejam ouvidos e compreendidos;

Suporte

Para vivenciar as dificuldades e necessidades que permeiam o luto;

Auxílio

Na busca por motivos e forças para prosseguir;

Senso de comunidade

Evitando sentimentos de solidão.

Fonte:
“Cuidado à família enlutada: uma ação pública necessária”, realizada por Giovanni Gurgel Aciolee Daniela Carvalho Bergamo, publicada na revista Saúde em Debate, do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes).
– Artigo do GriefCounselingCenter, da Universidade americana de Washington –
– Artigo Publicado No site do Grief Recovery Center -Mental Health and Counseling Services.

A HISTÓRIA DO JULHO ÂMBAR

O Mês de Conscientização do luto parental (do inglês – Bereaved Parents Awareness Month) – é um movimento internacional para honrar os filhos que morreram e homenagear sua memória, fomentando o apoio social às famílias que tentam sobreviver após a morte de um filho. Atribuído aos americanos Peter e Deborah Kulkkula, que perderam seu filho Peter John aos 19 anos, há registros desde 2013 de organizações e movimentos que celebram a data.
No Brasil, a ONG amada Helena foi a responsável por trazer esse movimento no ano de 2019, através da aprovação da lei 15.313, que institui a Semana Estadual de Conscientização sobre a Causa do Luto Parental tornando o Rio Grande do Sul o primeiro estado do país a ter uma semana toda dedicada a falar do luto decorrente da perda de um filho. Definida como a semana de 1º a 7, visto que compreende o dia 3 de julho, internacionalmente conhecido como o dia dos pais enlutados.

Nacionalmente, a cor escolhida pelos grupos que lutam pela humanização do luto parental para representar a causa é a cor âmbar, por remeter ao nascer do sol, a esperança que esses pais precisam após a perda. É representada pelo girassol, devido ao simbolismo de que as flores se viram para o sol em busca da força da luz que aqui representa o filho e em dias nublados, buscar forças no seu semelhante.

Desenvolvida com o objetivo de fomentar o diálogo sobre o impacto social do luto parental, rompendo estereótipos e preconceitos, conscientizando e informando a sociedade, propondo ainda a criação de políticas públicas sobre o tema. Com o foco principal nos pais enlutados, busca ser representatividade, oferecer suporte, apoio e orientação, promovendo ações para que estes encontrem recursos para processar sua dor, facilitando a troca de experiências, validação e apoio mútuo entre famílias enlutadas. Uma oportunidade para celebrar o amor e honrar a memória dos filhos falecidos, além de buscar instrumentalizar profissionais da saúde bem como educadores.

Como você pode se enjagar no Julho Âmbar

Junte-se a nós! Ajude a espalhar essa mensagem, aumentar a conscientização e mostrar aos pais enlutados que eles não estão sozinhos:

Eduque-se:

Dedique um tempo para aprender mais sobre o luto parental, disponibilizamos muitas informações e recursos online; há muitos livros e também outras organizações dedicadas ao tema que podem fornecer informações.

Compartilhe informações:

Você pode veicular campanhas nas mídias sociais, usando suas redes e outras plataformas para compartilhar histórias, informações seguras, recursos de apoio e maneiras de ajudar.

Participe de eventos ou atividades:

Realize ou participe de eventos ou ações educativas como campanhas, palestras, grupos de apoio ou arrecadações de fundos para organizações que apoiam os pais enlutados.

Mostre compaixão e apoio:

Se você conhece alguém que está passando pelo luto parental, ofereça seu apoio, ouça atentamente e esteja presente para eles, mesmo que seja apenas para oferecer um ombro amigo.

Advogue por mudanças:

Se você estiver em posição de promover mudanças, busque incluir políticas de licença por luto parental mais abrangentes, acesso a serviços de suporte e iluminação de prédios públicos e privados com luzes de cor âmbar.

Se você quiser compartilhar nas mídias sociais para mostrar seu apoio, use as hashtags: #bereavedparentsawarenessmonth  #julybereaved #semanalutoparental #lutoparental  #keepingyourmemoryalive
Para suporte de qualquer ação nos envie um e-mail: contato@amada-helena.org

Por que o mês da conscientização da causa do luto parental é importante?

Reflexão da realidade na sociedade:

O luto parental é uma realidade que afeta indivíduos e famílias em todas as comunidades. Ao designar um mês de conscientização para a causa, a sociedade reconhece e dá visibilidade a essa experiência dolorosa.

Redução de impactos:

Quando o luto parental não é devidamente reconhecido e cuidado, pode levar a impactos negativos na saúde mental e emocional dos pais, bem como na dinâmica familiar.

Escassez de recursos de apoio:

Muitos pais enlutados enfrentam dificuldades em encontrar locais de apoio e informação adequados para lidar com sua perda. Trabalhar na conscientização destaca essa carência, incentivando a criação e divulgação de mais recursos e redes de apoio.

Educação e informação:

Existem muitas informações sociais inadequadas, ultrapassadas e ainda assim disseminadas culturalmente geração após geração e trazer à tona esse assunto, muitas vezes negligenciado, pode ser uma plataforma para educar as pessoas.

Visibilidade e reconhecimento:

Muitas vezes, o luto parental é uma experiência solitária e mal compreendida, um mês para falar sobre isso oferece uma oportunidade de aumentar a conscientização sobre o assunto e ajudar a validar os sentimentos dos pais.

Redução do estigma:

Infelizmente, o luto é muitas vezes visto como um assunto tabu em muitas culturas, e o luto parental pode ser particularmente estigmatizado. Ter um mês dedicado ao tema pode ajudar a normalizar conversas sobre perda e luto, reduzindo o estigma associado a essas experiências e encorajando uma maior compaixão e empatia por parte da sociedade.

Advocacia e mudança:

Ao destacar o mês de conscientização, as organizações e ativistas podem promover mudanças positivas para atender às suas necessidades dos pais, como o desenvolvimento de programas de apoio específicos e a promoção de pesquisas para entender melhor as necessidades desses pais.

Semana do Luto Parental

A ONG Amada Helena, em parceria com instituições dos setores público e privado, realiza a Semana Gaúcha do Luto Parental, que ocorre de 1º a 7 de julho, visto que engloba o dia 3 de julho, internacionalmente conhecido como o Dia dos Pais Enlutados. Durante esse período, são promovidas ações, eventos, campanhas e atividades culturais e públicas de apoio a esses pais e suas famílias. Em 2019, em conjunto com a Deputada Fran Somensi, conseguimos a aprovação da Lei 15.313, que institui a Semana Estadual de Conscientização sobre a Causa do Luto Parental, tornando o Rio Grande do Sul, estado onde fica localizada a sede da instituição e local de maior atuação, o primeiro do país a ter uma semana inteira dedicada a falar do luto decorrente da perda de um filho.

1ª SEMANA GAÚCHA DO LUTO PARENTAL

O destaque da 1ª edição ocorreu através do pioneirismo da ação, assim como da realização conjunta, entre o poder público e a ONG, de uma audiência pública estadual na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Desta forma, surgiu um grupo de estudos que incluiu a Secretaria Estadual de Saúde e outros órgãos, instituições e profissionais para a elaboração de uma política pública dentro do RS, dedicada a essa realidade, que foi sancionada como Lei Helena Maffini em outubro de 2022.

2ª SEMANA GAÚCHA DO LUTO PARENTAL

Adaptando-se ao contexto da pandemia mundial, a 2ª edição da semana foi realizada de forma online, abrindo assim precedente para a participação de profissionais e pais enlutados de todo o Brasil e do exterior. Contou com palestrantes de vários estados, participação no desenvolvimento da 1ª Semana Rondoniense do Luto Parental, bem como na audiência pública naquele estado. Pais do Reino Unido e Portugal participaram como ouvintes. Houve um evento dedicado aos movimentos que lutam pela causa do luto parental no país, o fórum interestadual para educadores (RS e RR) e atividades realizadas com escolas de RR.

3ª SEMANA GAÚCHA DO LUTO PARENTAL

O destaque da 3ª edição ocorreu devido à iluminação de pontos importantes no RS, como o Palácio Piratini, sede do Governo do Estado do RS, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, órgão de poder legislativo do estado, e a estátua do Cristo Protetor, localizada na cidade de Encantado.

4ª SEMANA GAÚCHA DO LUTO PARENTAL

A campanha “Eu não sabia o que dizer” foi o destaque da 4ª edição da Semana Gaúcha do Luto Parental, contando com o apoio da Defensoria Pública do estado do RS. Além disso, durante o período, foram realizadas visitas a várias Câmaras de Vereadores, levando o tema do luto parental e a proposta de criação de uma política municipal de apoio a pais enlutados.

É uma verdade indiscutível e reconhecida que os pais não deveriam ter de enterrar um filho. Essa experiência imensurável deixa marcas que perduram por toda a vida. Mesmo diante desses momentos de profunda escuridão, é crucial lembrar que não estão sozinhos; essa é uma das razões pelas quais o Julho âmbar é tão significativo. Se você é um pai ou uma mãe que enfrenta a dor da perda de um filho, não importa há quanto tempo esteja enlutado, queremos que saiba que há apoio disponível para você. Seja hoje, daqui a um ano ou mesmo em dez, estamos aqui para ajudar e oferecer suporte. Para atualizações sobre as atividades do mês de julho e outros recursos úteis, acompanhe nossas redes sociais.