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A dor sozinha não define a profundidade de viver todos os dias sem aquele que mais amamos.

No Brasil, ouvimos com frequência frases como:

  • “Nada se compara à dor de um pai ou mãe enlutados.”
  • “A dor é insuportável.”
  • “A dor de perder um filho nunca passa.”

Mas se perder um filho fosse “apenas” dor, seria um único sentimento – e nós sabemos que é muito mais do que isso.

Quando um filho morre, não perdemos “apenas” uma pessoa. Perdemos um universo que viveríamos ao seu lado.

Não lidamos com um sentimento apenas. Nossa vida se divide entre “antes” e “depois”.

A vivência do luto parental não pode ser simplificada em “é uma dor que não passa”, porque é muito mais do que dor.

É amor, ausência, memórias, presença invisível.

Que a sociedade aprenda a enxergar o luto parental na sua complexidade, sem reduzi-lo a uma palavra só.

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