Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Não é apenas um “colo vazio”, porque preenchê-lo seria a resposta.

Sair sem um filho para sempre de qualquer lugar
é um dos momentos mais difíceis que alguém pode viver
.

Quando isso acontece no início da vida, vem junto o peso das poucas memórias vividas — aquelas que, em tempos de luto, se tornam um afago para o coração. Vem também tudo o que não tivemos tempo de conhecer: a voz que não ouvimos, o chamado que nunca existiu, a personalidade que não chegou a florescer.

Não é sobre medir dor, amor ou tempo.
Independentemente do momento em que a perda acontece, trata-se de compreender a complexidade dessa ausência — uma experiência que atravessa o tempo e precisa ser reconhecida com o acolhimento que merece.

Não é apenas um “colo vazio” — porque preenchê-lo seria a resposta.
É a vida de famílias que, de repente, se veem partidas em dois tempos: o antes e o depois.
Pais chegando em casa sem o bebê tão esperado e amado, enquanto o irmão mais velho, de 10 anos, aguardava ansioso para conhecer o irmão que nunca verá.

Acolher pais enlutados é sobre isso — sobre enxergar essas pessoas, de fato.
Pensar nelas. Construir espaços e ações que as incluam, que as amparem, que não deixem o silêncio tomar o lugar do cuidado.

Porque, como sociedade, temos falhado quando viramos o rosto diante da vivência dessas pessoas e da história dessas famílias.
O futuro precisa ser o contrário disso: precisa ser sobre ver, acolher e cuidar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Veja mais

O diálogo sobre saúde mental materna precisa ser profundo e em todas as camadas sociais

O diálogo sobre saúde mental materna precisa ser profundo e em todas as camadas sociais

A saúde mental materna precisa ser discutida a partir das condições reais em que as mães vivem, cuidam, trabalham, adoecem, são amparadas ou permanecem sozinhas.Ela não pode ser tratada como

Toda morte de filho é uma perda precoce!

Toda morte de filho é uma perda precoce!

Se for um bebê ou se for um adulto de 60 anos Quando usamos a expressão “perdeu um filho precocemente”, especialmente ao falar da morte de um bebê, existe uma

Falar sobre luto materno não é falar apenas de saúde mental materna.

Falar sobre luto materno não é falar apenas de saúde mental materna.

Seria impossível falar da morte de um filho sem reconhecer os impactos emocionais, psíquicos e existenciais dessa perda. Por isso, é claro que a saúde mental importa. Mas reduzir o

Garibaldi inicia articulação local pela humanização do luto parental

Garibaldi inicia articulação local pela humanização do luto parental

Comitê organizador da frente de humanização do luto parental criado por mães enlutadas da cidade No dia 29 de abril, estivemos em Garibaldi para uma roda de conversa sobre luto

A gente perde junto, mas não do mesmo jeito

A gente perde junto, mas não do mesmo jeito

O luto e a conjugalidade Embora o casal seja atingido pela mesma perda, cada pessoa a vive a partir da sua própria história, do seu corpo, dos seus recursos emocionais,

Luto parental: precisamos falar sobre a perda

Luto parental: precisamos falar sobre a perda

Quando pensamos em morte, quase sempre imaginamos uma ordem natural da vida: avós que morrem, pais que envelhecem, uma vida que se encerra depois de vivida. Mas há uma ruptura