Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Proclamação Presidencial nº 5890 de 1988

Na Resolução Conjunta 314 do Senado americano, outubro foi designado como “Mês de Conscientização sobre a Gravidez e Perda Infantil” solicitando e autorizando o então Presidente que emitisse uma proclamação. Dia 25 de outubro de 1988, o então presidente Ronald Reagan fez a proclamação:

— “Quando uma criança pẹrde os pais, ela é chamada de órfã. Quando um cônjuge perde seu parceiro, é chamado de viúvo ou viúva. Quando os pais perdem um filho, não há uma palavra para descrevê-los. Assim portanto, eu, Ronald Reagan, Presidente dos Estados Unidos da América, proclamo o mês de outubro como o Mês de Conscientização da Perda gestacional e Infantil. Peço ao povo dos Estados Unidos que observe este mês com programas, cerimônias e atividades apropriadas.”

Em 2002, foi instituído, o dia de Conscientização sobre a Perda gestacional e Infantil, formalmente estabelecido dia 15 de outubro, graças aos esforços das mães enlutadas Robyn Bear, Lisa Brown e Tammy Novak, que pediram um dia nacional de lembrança depois de sofrerem a perda de seus bebês na gestação.

Inspirados pelos americanos, pais enlutados do Reino Unido — especialmente em Londres — adotaram, em 2002, o mês de outubro como período de conscientização e o dia 15 como data para celebrações em memória dos bebês. Então, no dia 15 de outubro de 2002 surgiu o primeiro evento de conscientização, quando esses pais confeccionaram pins em forma de laço azul e rosa — que se tornou símbolo do mês em todo o mundo — usados para angariar fundos para instituições que atuavam no acolhimento ao luto parental e na prevenção de novas perdas. Em 2003, esses pais se uniram à essas instituições e além de continuar a venda dos pins, feito por eles mesmos, realizaram o primeiro evento para celebrar e homenagear os bebês: a Wave of Light, na Igreja Americana em Londres e foi realizada em todo o Reino Unido da Escócia a Surrey.

Formalizando essa colaboração, em 2024 se iniciou a Baby Loss Alliance, formada entre as cinco organizações Sands,Miscarriage Association, the Ectopic Pregnancy Trust, ARC and Babyloss.com.

No Brasil, realizamos a primeira campanha de conscientização sobre a perda de bebês em outubro de 2015, bem como a primeira Onda de Luz Brasil. Em 2022 nos filiamos à Baby Loss Alliance, nos tornando a representante oficial BLAW no Brasil.
Dez anos depois, seguimos dando voz aos pais enlutados, promovendo visibilidade à causa do lutọ parental e celebrando a vida de cada bebê, por mais breve que tenha sido.


Porque não há pé tão pequeno que não deixe pegadas no coração de alguém.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Veja mais

O diálogo sobre saúde mental materna precisa ser profundo e em todas as camadas sociais

O diálogo sobre saúde mental materna precisa ser profundo e em todas as camadas sociais

A saúde mental materna precisa ser discutida a partir das condições reais em que as mães vivem, cuidam, trabalham, adoecem, são amparadas ou permanecem sozinhas.Ela não pode ser tratada como

Toda morte de filho é uma perda precoce!

Toda morte de filho é uma perda precoce!

Se for um bebê ou se for um adulto de 60 anos Quando usamos a expressão “perdeu um filho precocemente”, especialmente ao falar da morte de um bebê, existe uma

Falar sobre luto materno não é falar apenas de saúde mental materna.

Falar sobre luto materno não é falar apenas de saúde mental materna.

Seria impossível falar da morte de um filho sem reconhecer os impactos emocionais, psíquicos e existenciais dessa perda. Por isso, é claro que a saúde mental importa. Mas reduzir o

Garibaldi inicia articulação local pela humanização do luto parental

Garibaldi inicia articulação local pela humanização do luto parental

Comitê organizador da frente de humanização do luto parental criado por mães enlutadas da cidade No dia 29 de abril, estivemos em Garibaldi para uma roda de conversa sobre luto

A gente perde junto, mas não do mesmo jeito

A gente perde junto, mas não do mesmo jeito

O luto e a conjugalidade Embora o casal seja atingido pela mesma perda, cada pessoa a vive a partir da sua própria história, do seu corpo, dos seus recursos emocionais,

Luto parental: precisamos falar sobre a perda

Luto parental: precisamos falar sobre a perda

Quando pensamos em morte, quase sempre imaginamos uma ordem natural da vida: avós que morrem, pais que envelhecem, uma vida que se encerra depois de vivida. Mas há uma ruptura