Não é apenas um “colo vazio”, porque preenchê-lo seria a resposta.
Sair sem um filho para sempre de qualquer lugar é um dos momentos mais difíceis que alguém pode viver.
Quando isso acontece no início da vida, vem junto o peso das poucas memórias vividas — aquelas que, em tempos de luto, se tornam um afago para o coração. Vem também tudo o que não tivemos tempo de conhecer: a voz que não ouvimos, o chamado que nunca existiu, a personalidade que não chegou a florescer.
Não é sobre medir dor, amor ou tempo. Independentemente do momento em que a perda acontece, trata-se de compreender a complexidade dessa ausência — uma experiência que atravessa o tempo e precisa ser reconhecida com o acolhimento que merece.
Não é apenas um “colo vazio” — porque preenchê-lo seria a resposta. É a vida de famílias que, de repente, se veem partidas em dois tempos: o antes e o depois. Pais chegando em casa sem o bebê tão esperado e amado, enquanto o irmão mais velho, de 10 anos, aguardava ansioso para conhecer o irmão que nunca verá.
Acolher pais enlutados é sobre isso — sobre enxergar essas pessoas, de fato. Pensar nelas. Construir espaços e ações que as incluam, que as amparem, que não deixem o silêncio tomar o lugar do cuidado.
Porque, como sociedade, temos falhado quando viramos o rosto diante da vivência dessas pessoas e da história dessas famílias. O futuro precisa ser o contrário disso: precisa ser sobre ver, acolher e cuidar.
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